Fabiane R Fernandes, MBA Gestão de Projetos, GC.
Resumo do artigo
Bastos, Jaime S. Yamassaki. Web 2.0 Gestão do Conhecimento. Revista da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento e Ética Informacional. nº 05. Novembro de 2007, 26-30.
A sociedade digital foi elevada a um novo patamar, definido, primordialmente, pelo estágio tecnológico que vivenciamos hoje. É claro que ainda há muito a ser feito, mas a evolução das tecnologias de programação para internet colaborou muito para chegarmos a esse cenário, assim como a disseminação do acesso à rede em banda larga. Falamos, hoje, de um novo paradigma na internet: colaborativo e interativo.
Simplicidade, interatividade e colaboração. São essas as suas característicasmais marcantes. Como exemplo, basta analisar o crescimento dos sites baseados no conceito de redes sociais e de relacionamento. Para se ter uma idéia, segundo pesquisa do e-Marketer1, só nos Estados Unidos o investimento total de publicidade online em sites de redes sociais em 2007 será de 865 milhões de dólares.
O aspecto colaborativo em si também não surpreende. O alto nível de inovação atingido e de conhecimento viabilizado por meio da experiência colaborativa das comunidades de desenvolvimento de software livre, também na última década, é um exemplo claro desse aspecto.
O que vemos hoje é que essa forma deinteração colaborativa e espontânea acabou extrapolando o modelo de aplicação meramente empresarial ou setorial, e transcendeu para aveia do lazer e do entretenimento. E o mais notável: com uma velocidade espantosa. Basta observar a taxa de crescimento e a febre de utilização de sites como Orkut, YouTube, Digg, Wikipedia, LastFM, MySpace, Second Life, Flickr, blogs e fotologs em geral. Todos esses sites e serviços se baseiam nos princípios norteadores do que tem se chamado Web 2.0. Repleta de wikis, tags, feeds, podcasts, widgets, blogs e redes sociais, a Web 2.0 agrega diversas características que, de fato, a diferencia do paradigma anterior de internet. O usuário agora é o principal agente responsável pela interação e conteúdo nessa relação. Isso faz com que as pessoas que – espontaneamente – se vinculam a comunidades causem o tão desejado circulo virtuoso, ou seja, gerem conteúdo espontaneamente, que interessará e atrairá novos membros para a comunidade. Estes, por sua vez, gerarão novo conteúdo e incrementarão o conteúdo existente despertando, assim, a atenção de novos e antigos membros, levando a um nível maior de utilização, e assim por diante. E, como sabemos, quanto maior o número de membros da comunidade e o nível de atividade, mais valioso tende a ser o site ou serviço. É só nos lembrarmos da cifra bilionária pela qual o YouTube foi arrematado pelo Google.
Se, nos momentos e sites de lazer e entretenimento – que já tem seus modelos de negócios baseados nesse novo padrão de comportamento – estamos observando a colaboração espontânea funcionar, tornando os sites atrativos e viáveis economicamente, será que o cenário não estaria ficando mais favorável para a possibilidade de sucesso das iniciativas de Gestão do Conhecimento dentro do mundo corporativo? Ao perceber o beneficio de obter conteúdo realmente relevante em sites e comunidades, e julgá-lo útil ao seu propósito, o usuário experimenta a sensação de que uma cultura colaborativa realmente pode funcionar, e alimenta a possibilidade de aplicação dos mesmos conceitos e atitudes quando participa de comunidades dentro de seu ambiente corporativo e com finalidade profissional.
Se a questão da ética informacional já surgia no âmbito individual, ela é potencializada no mundo corporativo. As empresas precisam avaliar os riscos e efeitos do uso corporativo de informação ou conhecimento gerados comunitariamente (sem se esquecer de que o próprio cliente faz parte dessa cadeia produtiva). A definição de parâmetros, premissas e de uma visão compartilhada dentro da empresa é fundamental para minimizar os riscos nesse cenário.
Resumo do artigo
Bastos, Jaime S. Yamassaki. Web 2.0 Gestão do Conhecimento. Revista da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento e Ética Informacional. nº 05. Novembro de 2007, 26-30.
A sociedade digital foi elevada a um novo patamar, definido, primordialmente, pelo estágio tecnológico que vivenciamos hoje. É claro que ainda há muito a ser feito, mas a evolução das tecnologias de programação para internet colaborou muito para chegarmos a esse cenário, assim como a disseminação do acesso à rede em banda larga. Falamos, hoje, de um novo paradigma na internet: colaborativo e interativo.
Simplicidade, interatividade e colaboração. São essas as suas característicasmais marcantes. Como exemplo, basta analisar o crescimento dos sites baseados no conceito de redes sociais e de relacionamento. Para se ter uma idéia, segundo pesquisa do e-Marketer1, só nos Estados Unidos o investimento total de publicidade online em sites de redes sociais em 2007 será de 865 milhões de dólares.
O aspecto colaborativo em si também não surpreende. O alto nível de inovação atingido e de conhecimento viabilizado por meio da experiência colaborativa das comunidades de desenvolvimento de software livre, também na última década, é um exemplo claro desse aspecto.
O que vemos hoje é que essa forma deinteração colaborativa e espontânea acabou extrapolando o modelo de aplicação meramente empresarial ou setorial, e transcendeu para aveia do lazer e do entretenimento. E o mais notável: com uma velocidade espantosa. Basta observar a taxa de crescimento e a febre de utilização de sites como Orkut, YouTube, Digg, Wikipedia, LastFM, MySpace, Second Life, Flickr, blogs e fotologs em geral. Todos esses sites e serviços se baseiam nos princípios norteadores do que tem se chamado Web 2.0. Repleta de wikis, tags, feeds, podcasts, widgets, blogs e redes sociais, a Web 2.0 agrega diversas características que, de fato, a diferencia do paradigma anterior de internet. O usuário agora é o principal agente responsável pela interação e conteúdo nessa relação. Isso faz com que as pessoas que – espontaneamente – se vinculam a comunidades causem o tão desejado circulo virtuoso, ou seja, gerem conteúdo espontaneamente, que interessará e atrairá novos membros para a comunidade. Estes, por sua vez, gerarão novo conteúdo e incrementarão o conteúdo existente despertando, assim, a atenção de novos e antigos membros, levando a um nível maior de utilização, e assim por diante. E, como sabemos, quanto maior o número de membros da comunidade e o nível de atividade, mais valioso tende a ser o site ou serviço. É só nos lembrarmos da cifra bilionária pela qual o YouTube foi arrematado pelo Google.
Se, nos momentos e sites de lazer e entretenimento – que já tem seus modelos de negócios baseados nesse novo padrão de comportamento – estamos observando a colaboração espontânea funcionar, tornando os sites atrativos e viáveis economicamente, será que o cenário não estaria ficando mais favorável para a possibilidade de sucesso das iniciativas de Gestão do Conhecimento dentro do mundo corporativo? Ao perceber o beneficio de obter conteúdo realmente relevante em sites e comunidades, e julgá-lo útil ao seu propósito, o usuário experimenta a sensação de que uma cultura colaborativa realmente pode funcionar, e alimenta a possibilidade de aplicação dos mesmos conceitos e atitudes quando participa de comunidades dentro de seu ambiente corporativo e com finalidade profissional.
Se a questão da ética informacional já surgia no âmbito individual, ela é potencializada no mundo corporativo. As empresas precisam avaliar os riscos e efeitos do uso corporativo de informação ou conhecimento gerados comunitariamente (sem se esquecer de que o próprio cliente faz parte dessa cadeia produtiva). A definição de parâmetros, premissas e de uma visão compartilhada dentro da empresa é fundamental para minimizar os riscos nesse cenário.
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