quinta-feira, 28 de agosto de 2008

G.C. - Resumo - Dinâmicas para GC: Como, porque e sobretudo porque não

Resumo do artigo de Gisela Kassoy Especialista em criatividade e inovação,
Mestranda na ECA/USP, Psicodramatista com formações em dinâmica de
grupos na PUC/SP e na sociedade brasileira de dinâmica de grupos e em
gestão da inovação na FGV/SP.
gisela@giselakassoy.com.br
Revista GC Brasil nº 2 - Dez 2006
Norcia, MBA Gestão de Projetos, GC.

Segundo Gisela Kassoy a aquisição de dados cresce exponencialmente quando existe o espírito para compartilhar, a iniciativa de solicitar ou fornecer dados e sem dúvida um sistema que gerencie os dados.
O exercício: através de uma dinâmica simples, de apontar hábitos ou habilidades entre os participantes, consegue-se respostas importantes sobre o compartilhamento de informações e a forma como gerenciam as mesmas.
Ela procura através das dinâmicas não só a compreensão racional, mas também o insight proveniente da vivência.

Segundo Kurt Lewin - pioneiro nas pesquisas sobre dinâmicas de grupos até hoje consagrado - o aprendizado entre adultos só ocorre de fato quando se processa em três canais: o Cognitivo, o dos Valores e o da Conduta. Segundo Lewin o canal Cognitivo é o do aprendizado racional, obtido por meio de informações e dados. O canal da Conduta envolve a prática. Valores abarca o nível emocional, o envolvimento, bem como a descoberta e renovação de nossas crenças e paradigmas. A porta de entrada para este último canal é a dinâmica de grupos.
Para Lewin, não importa onde o aprendizado inicia, e é mais interessante que ele comece onde houver mais receptividade.

Por outro lado, ao se analisar as dinâmicas sob a ótica do americano David Kolb – criador da Teoria da Aprendizagem Experencial, o processo de aprendizado se realiza em quatro etapas (Vivência, Observação, Conceituação e Experimentação), percebe-se que as dinâmicas também propiciam Vivências, só que metafóricas.

As dinâmicas sempre oferecem um cenário externo ao cotidiano dos participantes essa situação de estar fora da rotina se traduz em maior atenção dos participantes com um provável aumento do aprendizado. O importante para a fixação do aprendizado são: a observação e a conceituação que devem ser realizadas após a dinâmica. Há também a integração sócio-afetiva na convivência com o grupo que promove maior abertura para as trocas futuras.
É fundamental o alinhamento com as características de cada empresa antes da dinâmica procurando definir o perfil do Grupo, a cultura da Empresa, a receptividade as dinâmicas, o grau de exposição que as pessoas estão acostumadas, com o objetivo de viabilizar a dinâmica. Perfis psicológicos também devem ser considerados. O Center for Creative Leadership, por exemplo, acredita em quatro perfi s básicos, que são:
Realista: Pessoa que aprecia os dados e as informações, e é “pé no chão” e racional. Ela precisa entender a pertinência das dinâmicas. Aprecia exemplos concretos e foco em resultados (perfil de diretores de empresas, engenheiros e na área de finanças).
Estrutural: Valoriza a ordem, o controle e a precisão. Ele precisa de uma explanação sobre os
objetivos e especialmente sobre as etapas da dinâmica (perfil de pessoas que atuam em fábrica -nos diversos níveis - e técnicos em geral).
Afetivo: Preocupa-se com sentimentos, emoções, entusiasmo, prazer e principalmente pessoas. Adora movimento e compartilhar seus insights.(perfil mais encontrado junto às áreas de RH, marketing e vendas).
Visionário: Tem uma mente transformadora. Está sempre de olho no futuro e valoriza a iniciativa, a inovação e a fantasia. Tende a fazer tudo do seu jeito, e se dá bem com dinâmicas que envolvem desafios (perfil normalmente encontrado em P&D, marketing e estratégia).
A afirmação final da autora é muito importante: dinâmicas são prazerosas. E como é mais fácil obter dedicação daquilo que dá prazer, gera resultados

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